Representantes do Sínodo dos Bispos na Igreja do Paraná contam como está sendo realizado processo sinodal de escuta nas suas dioceses  

No dia 17 de outubro de 2021, todas as Arquidioceses e Dioceses do mundo foram convidadas a fazer a abertura do Sínodo dos Bispos 2021-2023, que tem por tema: “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação, missão”. Com essa abertura, que aconteceu, especialmente, com uma missa solene, cada Igreja particular marcou o início da primeira fase do Sínodo, que acontece em nível diocesano, até agosto de 2022.   

A partir dessa abertura, as dioceses começaram a se organizar para viver a fase diocesana, a qual um dos objetivos é realizar a escuta de todo o povo de Deus, do clero, dos religiosos e religiosas, dos irmãos de outras religiões e também de setores da sociedade civil. A partir dessa escuta, cada diocese vai preparar um relatório com a síntese das respostas e enviará à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que vai preparar um único relatório da Igreja do Brasil. A partir de então, terá início a segunda fase do Sínodo, que é a Continental.  

Todas as 18 arqui/dioceses do Paraná e a metropolia e a eparquia católica ucranianas estão vivendo esse tempo sinodal com empenho, dedicação e criatividade. Cada uma compôs uma equipe diocesana para o Sínodo, que tem trabalhado o tema da sinodalidade com suas lideranças e fiéis e organizado o processo de escuta, a fim de produzir a sua síntese final.   

Conversamos com os responsáveis pela fase diocesana do Sínodo dos Bispos de algumas dioceses do Paraná, sobre como está se desenvolvendo o processo sinodal e as iniciativas que estão sendo realizadas.  

Arquidiocese de Curitiba 

A fase diocesana do Sínodo dos Bispos na Arquidiocese de Curitiba (PR) está sendo vivida paralelamente a uma grande Assembleia Arquidiocesana, que já teve início em 2018, quando foi iniciado um grande processo de escuta, por meio de um questionário que foi enviado às 144 paróquias da Arquidiocese. As mais de 10 mil respostas resultantes desse questionário, resultaram num relatório elaborado por professores de estatística da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).  

Segundo o padre Valdir Borges, coordenador da equipe arquidiocesana para o Sínodo, está sendo trabalhado o tema da sinodalidade com todos os 15 setores que compõe a arquidiocese. “Estamos enviando subsídios para motivar e formar as pessoas quanto a questão do Sínodo. Desde o mês do outubro de 2021, nós produzimos e disponibilizamos alguns vídeos, no qual tratam sobre os passos de um sínodo; a história dos sínodos, desde 1965 até hoje, e sobre as diretrizes e orientações para o Sínodo nessa fase arquidiocesana. Ainda em outubro, lançamos uma entrevista de 17 minutos sobre a inauguração oficial do Sínodo, deixando seus objetivos bem claros”, contou o sacerdote.  

Diocese de São José dos Pinhais  

Na região metropolitana de Curitiba (PR), a diocese de São José dos Pinhais (PR) formou “Equipes Paroquiais Sinodais” (EPS) para serem as responsáveis por realizar o processo de escuta em cada paróquia.  Léo Marcelo Plantes Machado, coordenador da Comissão Sinodal Diocesana, explicou que a comissão tem por missão organizar eventos em nível diocesano, como lives e momentos formativos. “A Comissão sinodal também vai fazer a escuta junto às religiosas, aos diáconos, aos seminaristas e aos colaboradores da Cúria diocesana. A fase de escuta vai até 31 de maio, quando as paróquias vão enviar uma síntese da escuta dos 10 temas prioritários”, contou Léo. 

Para facilitar e animar o processo sinodal, a diocese de São José dos Pinhais produziu um guia, que foi impresso e distribuído a todas as comunidades. “O guia tem sete palavras-chave: apresentar, planejar, encontrar, escutar, discernir, sintetizar e partilhar. São elementos para ajudar no processo sinodal, especialmente no momento da escuta”, disse Léo.  

Diocese de Paranaguá 

A diocese de Paranaguá (PR), no litoral paranaense, está em processo de formar os articuladores paroquiais, que são indicados pelos párocos, e normalmente é o coordenador do Conselho Pastoral de Paroquial (CPP). “As nossas iniciativas de escuta são a partir desses articuladores paroquiais. O CPP fala em nome das lideranças. As pastorais sociais, que atendem os pobres, vão ouvir os pobres. A catequese vai ouvir as crianças e os adolescentes. Os ministros vão ouvir os enfermos que são visitados por eles. Então, estamos partindo dessas iniciativas, em que são as pastorais que vão”, contou Padre Anderson Olatoski, coordenador diocesano de pastoral. 

Outra iniciativa diocesana foi a formação dos “Missionários do Sínodo”, que serão responsáveis por visitar e escutar as famílias afastadas da comunidade, com o objetivo de entender as razões pelas quais se afastaram. 

Diocese de Ponta Grossa 

Na região dos Campos Gerais, a diocese de Ponta Grossa (PR), formou uma comissão especial para o Sínodo junto à condenação da Ação Evangelizadora. Essa comissão, composta por padres e leigos, é referência quanto ao Sínodo na diocese e responsável por elaborar a síntese final. Depois, em cada paróquia há um grupo de seis a dez pessoas responsáveis pelo processo sinodal. Ao todo, há cerca de 470 pessoas envolvidas diretamente com o processo sinodal, que formam uma coordenação ampliada.  

Segundo o padre Joel Nalepa, coordenador diocesano de pastoral, esse processo sinodal já tem dado frutos: “Algumas paróquias tem dado retorno positivo, dizendo que o processo de escuta tem despertado nas lideranças, e no povo em geral, o sentido de pertença e o desejo de caminhar em comunhão na paróquia e com toda a Igreja. Ou seja, já existem alguns relatos de bons frutos da caminhada sinodal nas nossas paróquias, despertando uma maior participação”. 

A comissão diocesana do Sínodo também está se organizando para realizar a escuta de outros organismos e da sociedade civil organizada, como a OAB, a Prefeitura Municipal, a Câmara de Vereadores e a associação comercial. “Estamos elaborando algumas perguntas, a fim de saber como essas instituições veem a ação e a atuação da Igreja Católica na sociedade e entender o que esperam de nós, como Igreja”, disse padre Joel.  

Diocese de Guarapuava 

Na região central do Paraná, a diocese de Guarapuava (PR) está se articulando por meio das comissões paroquiais para orientar as suas comunidades a viver o processo sinodal. Essas comissões participaram de vários momentos de formação. Pode-se destacar a série de quatro lives formativas promovidas no mês de janeiro: A primeira sobre a proposta do Sínodo; a segunda sobre a sinodalidade; a terceira sobre os questionários; e a quarta sobre a inclusão eclesial (como incluir pessoas com deficiência no Sínodo). Essas lives e outros vídeos sobre o Sínodo estão disponíveis numa playlist do canal do Youtube da Diocese de Guarapuava:

Sobre o processo de escuta, padre Valdecir Badzinski, coordenador da comissão diocesana para o Sínodo, relatou: “Foi elaborado pela Diocese uma proposta de celebração de escuta para ser realizada nos grupos e também um guia do processo sinodal, com o itinerário a ser realizado durante a fase diocesana. A partir de quatro opções de questionários que a Diocese disponibilizou para as paróquias, as comissões identificam os grupos a serem escutados e realizam a escuta de acordo com o questionário mais adequado. A Escuta está acontecendo a partir de reuniões, encontros, visitas e celebrações”. 

Arquidiocese de Londrina 

Situada no Norte do Paraná, a arquidiocese de Londrina (PR), segunda maior do estado, está se articulando por paróquias e decanatos. O questionário do Sínodo está sendo respondido paroquialmente pelo Conselho Pastoral Paroquial, pelas paróquias, pastorais, movimentos, serviços e organismos. A partir dessa escuta, haverá um relatório de cada paróquia e, depois, um relatório de cada decanato. Então, o Conselho Pastoral Arquidiocesano (CPA) vai receber o relatório dos 11 decanatos e produzir a síntese final da arquidiocese.  

Segundo o coordenador de pastoral na arquidiocese, padre Alexandre Alves dos Anjos Filho, o processo de escuta está sendo muito positivo, apesar de esbarrar numa dificuldade de compreensão. “A dificuldade é que alguns não intuíram que isso seja um processo, ou seja, estão trabalhando com a mentalidade que é responder pergunta e ponto. Temos trabalhado junto aos padres e ao CPA a realidade de que não se trata tanto de responder perguntas, mas que o mais importante nesse processo sinodal é o que eu chamo mesmo de processo, o fato de se reunirem, de se escutarem, de partilharem da mesma realidade, mesmo tendo visões diferentes. Isso é uma riqueza muito grande”, afirmou padre Alexandre. 

Diocese de Jacarezinho  

As 56 paróquias da diocese de Jacarezinho (PR), no norte do Paraná, estão trabalhando o processo sinodal a partir dos seis decanatos, coordenados por uma equipe diocesana. De fevereiro até maio, cada paróquia está fazendo seu processo de escuta e produzindo a sua síntese a partir de assembleias sinodais. O coordenador diocesano de pastoral, padre Marco Antonio Rosim, contou que o encerramento do Ano da Família e da fase diocesana do Sínodo acontecerão no dia 10 de junho, no Santuário Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, em Bandeirantes (PR). “Toda a equipe diocesana do sínodo estará presente nessa missa, na qual irão oferecer, num gesto de unidade e comunhão, as sínteses preparadas nos 6 decanatos. A partir de então, até agosto, eles irão compilar essas 6 sínteses numa única síntese diocesana para enviar à CNBB”, relatou padre Marco.  

Até a conclusão do Sínodo, em outubro de 2023, todo terceiro final de semana de cada mês, em todas as paróquias da diocese de Jacarezinho, será rezado de forma especial pelo Sínodo. Para dinamizar essa intenção, dois símbolos foram preparados: um quadro com a logo do Sínodo e um Círio.  

Diocese de Cornélio Procópio 

Na diocese de Cornélio Procópio (PR) foi constituída uma equipe de animação para o Sínodo, composta por um padre de cada um dos quatro setores e por leigos. Essa equipe tem por objetivo animar o Sínodo na diocese e fazer com que o processo de escuta, de fato, aconteça. Estão sendo produzidos subsídios de formação, momentos de formação on-line e presencial e vídeos sobre a questão da sinodalidade. O processo de escuta está acontecendo por meio de dois formulários on-line: um para os cristãos católicos e outro para a sociedade civil. “Nosso bispo, dom Manoel João Francisco, pediu que pudéssemos ouvir as regionais de saúde, as escolas, o Rotary Club, a associação dos pastores, a associação de prefeitos do norte do Paraná, dos municípios etc. Estamos articulando com essas representações civis, buscando perceber como elas veem a Igreja Católica, o que veem de bom, quais são as críticas que apresentam, a fim de que possamos melhorar nossa atuação na sociedade”, contou padre Rafael Direito Teixeira, coordenador diocesano de pastoral.  

Arquidiocese de Maringá 

Segundo o coordenador diocesano de pastoral, padre Genivaldo Ubinge, a convocação do Papa Francisco para essa ampla escuta na fase diocesana do Sínodo dos bispos, foi acolhida com muita alegria e muito entusiasmo na Arquidiocese de Maringá. “A gente vê nesse Sínodo uma oportunidade de nossa Igreja particular também refletir sobre a sua sinodalidade”, afirmou. 

A primeira etapa realizada na arquidiocese, após a abertura, foi de sensibilização e formação. “Reunimos os Conselhos Pastorais Paroquiais (CPP), por regiões pastorais, e fizemos uma explicação sobre o Sínodo, a partir do documento preparatório e do Vademecum. Produzimos também alguns vídeos sobre o Sínodo. Nessa sensibilização, orientamos como será a escuta e pedimos que cada paróquia designasse agentes de escuta. Uma equipe de escuta composta por três pessoas: o animador, o relator e a pessoa responsável pela espiritualidade”, explicou padre Genivaldo. 

O período de escuta será de maio até junho. Todas as paróquias vão fazer as escutas das suas bases em grupos, em rodas de conversa, em assembleias, a fim de formar a síntese paroquial. “Também vamos promover escutas dos organismos do povo de Deus, do poder público, de outras igrejas e também da juventude, dando-lhes uma atenção especial. Nossa orientação é que se faça a escuta em rodas de conversa, se faça a síntese de cada grupo, depois a paroquial, lendo essa síntese no CPP e que também as reações do CPP sejam anexadas à síntese para formar esse espírito de diálogo”, disse padre Genivaldo. 

Diocese de Campo Mourão 

A diocese de Campo Mourão (PR) afirmou estar trabalhando o Sínodo desde o seu lançamento. “Fizemos uma fase de divulgação até o final do mês de fevereiro e deixamos março, abril e maio para a escuta nas paróquias. No mês de junho, cada paróquia vai elaborar a síntese e entregar para a equipe diocesana, que entregará a síntese final até o mês de agosto”, contou o padre Gaspar Gonçalves da Silva, coordenador diocesano de Pastoral. Para animar o processo sinodal, a diocese elaborou uma cartilha, que foi impressa e distribuída a todas as comunidades. Você pode fazer o download clicando aqui.  

Diocese de Umuarama 

Segundo o padre Lucas Pereira dos Santos, representante diocesano do Sínodo na diocese de Umuarama (PR), o processo sinodal está sendo articulado desde o seu lançamento. Fortalecer a área da comunhão e resgatar a parte celebrativa estão entre as iniciativas da diocese. “Na última semana de abril, sugerimos para cada pároco escolher um dia para realizar uma Adoração ao Santíssimo em favor do Sínodo, pela Igreja e por essa fase diocesana. Disponibilizamos um roteiro de Adoração participativo, com vários leitores, a fim de que as pessoas possam compreender o que é o Sínodo. Os padres vão convocar toda força viva da paróquia para vir nessa adoração e rezar pelo Sínodo”, contou padre Lucas. 

O processo de escuta vai ser realizado em assembleias paroquiais, para as quais serão convocadas todas as forças vivas das paróquias para realizar a processo de escuta, por meio do questionário do Vademecum.  

Arquidiocese de Cascavel 

A abertura do Sínodo na arquidiocese de Cascavel (PR), no dia 17 de outubro, contou com a presença de representantes de todas as paróquias, deixando a catedral diocesana repleta, com mais de 2 mil pessoas. Nesse dia, foi entregue um quadro com a logomarca do Sínodo para ser entronizado em cada Igreja Matriz. Um segundo grande momento sinodal foi a assembleia diocesana, no dia 5 de março, que aconteceu de forma híbrida (presencial em cada paróquia e todas conectadas via plataforma digital) e teve 1.352 participantes. “Essa assembleia foi um momento grande de sinodalidade, de participação, comunhão e missão. Foi uma experiência nova que, sem dúvida alguma, nos ajudou a envolver o maior número de pessoas na proposta do Sínodo”, contou o padre Divo de Conto, coordenador diocesano de pastoral. 

A partir do mês de março, a equipe diocesana, juntamente com o arcebispo Dom Adelar Baruffi, estão visitando os seis decanatos da arquidiocese para preparar e dar os encaminhamentos para a consulta. Padre Divo explicou como se dará essa consulta: “foi elaborado um material base, chamado: “Sinodalide em ação e caminhar junto”, com algumas propostas e os questionários para a consulta. Estamos trabalhando com cada decanato, com as paróquias que o compõe, e tem participado um número significativo de lideranças com seu pároco. Estamos organizando a consulta interna da Igreja e também a externa, ad extra. Na cidade de Cascavel, a consulta externa será realizada pelas pastorais sociais, já nas paróquias do interior, a paróquia, além de ter uma equipe paroquial do Sínodo para realizar as consultas internas, também vai fazer as consultas externas, com as pessoas que são de fora da igreja”. 

Diocese de Palmas-Francisco Beltrão 

Antes mesmo da abertura oficial do Sínodo, a diocese de Palmas-Francisco Beltrão (PR), no sudoeste do Paraná, já estabeleceu um plano de ação, que se iniciou com a nomeação de uma equipe diocesana de animação para o Sínodo e vai até a reunião pré-sinodal e conclusão, prevista para o final do mês de julho.  

“Cada paróquia está marcando os ambientes, visualmente, com a logo do Sínodo, está rezando a oração do Sínodo nos encontros, nas celebrações tanto eucarísticas, quanto da Palavra, e também está organizando o seu processo de escuta. Algumas paróquias estão visitando todas as comunidades do interior, outras as escolas. Temos enfatizado aquilo que o Papa Francisco pede, que o processo de escuta seja amplo e alcance o maior número possível de pessoas. Muitas atividades estão sendo desenvolvidas, desde a formação para as lideranças até o trabalho de escuta nas periferias, nas escolas, com diversos profissionais, com outras Igrejas e também com as lideranças paroquiais”, contou padre Vagner Raitz, coordenador diocesano de pastoral. 

Segundo padre Vagner, a diocese está aproveitando ao máximo essa fase diocesana, colocando o tema do Sínodo no seu organograma, na programação, na calendarização, no plano pastoral e na pauta de várias matérias da revista da diocese.  

Diocese de Toledo 

Na diocese de Toledo (PR) a articulação para a fase diocesana do Sínodo também começou desde o seu anúncio, motivando as lideranças das comunidades paroquiais e das pastorais, movimentos e organismos para conhecer o documento preparatório e o Vademecum. O segundo passo foi pensar numa estratégia para acolher o maior número possível de respostas no processo de escuta e isso resultou num formulário digital, que hoje está em circulação através do site da diocese. 

Padre André Boffo Mendes, coordenador diocesano de pastoral, explica que também está sendo motivada a participação em conjunto. “Apesar da participação individual ser uma possibilidade, a participação em conjunto é mais representativa e com mais força. Estamos em processo de estímulo, especialmente dentro dos Conselhos Paroquiais de Pastoral, para acolher iniciativas diocesanas. Também passamos esse questionário para outros segmentos, como as escolas católicas e outros, dentro da pastoral do diálogo, para que outras denominações religiosas possam dar a sua contribuição”, disse padre André. 

O processo de escuta vai se desenvolver em duas fases: a divulgação do questionário, que pode ser respondido individualmente e também no coletivo; e a parte celebrativa, que se realizará no dia 31 de julho. “Todas as comunidades paroquiais estarão reunidas numa celebração de ação de graças na Catedral Diocesana, com o nosso bispo. Nessa oportunidade, todos vão fazer uma apresentação simbólica dos seus questionários. Nesse dia também, todas as comunidades vão receber um símbolo, que vai ficar nas comunidades até o final do Sínodo, em 2023, marcando a presença e a participação da comunidade local”, contou padre André. 

Metropolia Católica Ucraniana São João Batista 

Dom Volodemer Koubetch, arcebispo metropolita, em encontro com o Papa Francisco.

A Metropolia Católica Ucraniana São João Batista  também está participando da fase diocesana do Sínodo dos Bispos. Segundo padre Basílio Koubetch, coordenador de pastoral, já foi dado início ao processo de escuta, motivado por uma carta a todos os párocos. “As nossas iniciativas visam, antes de tudo, promover o entendimento do significado da sinodalidade por parte de todos os fiéis, para que possam realizar efetivamente a primeira etapa, atingindo os objetivos da mesma. Nesse intuito foram enviadas a todos as orientações e sugestões práticas para o trabalho inicial”, disse o sacerdote. 

Para os católicos ucranianos, a guerra que está acontecendo na Ucrânia, fará parte do processo sinodal. “É preciso considerar o momento de crise mundial em decorrência da invasão bélica da Rússia à Ucrânia. Está em perigo a existência da Igreja católica ucraniana no seu país de origem e as nossas autoridades, legitimamente constituídas pela Santa Sé, estão em perigo de vida. Nos falta a paz. Isso, inevitavelmente, mudou o foco de todos os fiéis católicos ucranianos que vivem a sinodalidade com os ucranianos de outras confissões religiosas, pois a ajuda humanitária e o acolhimento dos refugiados da guerra tornaram-se as prioridades do momento. Essa solidariedade concreta é prova da existência e utilidade da sinodalidade entre os fiéis”, afirmou padre Basílio. 


O Regional Sul 2 da CNBB tem acompanhado e auxiliado as dioceses do Paraná no processo de realização dessa fase diocesana. No dia 27 de novembro de 2021, foi realizado um encontro, on-line, de partilha sobre o Sínodo com os representantes diocesanos para o Sínodo com o secretário do Regional, Dom Amilton Manoel da Silva. O momento de partilha teve por objetivo ser uma inspiração entre as dioceses, a fim de que sejam desenvolvidas ações em comunhão dentro do Regional.  

(Karina de Carvalho – Assessora de Comunicação da CNBB Sul 2)

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