Coordenadores

Bispo Referencial
Dom Edgar Xavier Ertl
Bispo de Palmas/Francisco Beltrão

Assessor Regional
Padre João Maria Ferreira, SVD

Coordenador Regional
Diácono Cirço Aparecido Nabor
(43) 9 9944-8914
[email protected]

Representante Kaingang: Fernando Pereira Santiago e Cacique Ângelo Rufino
Representante Guarani: João Ricardo Fernandes e Nilson Florentino

 

Contextualização

Os indígenas são, por excelência, os nossos irmãos primeiros, dos quais sempre temos muito a apreender em diversas situações e dimensões da vida e do meio circundante. Esses irmãos sempre inspiraram muitos elementos ordinários nas comunidades não indígenas, como: a relação com Deus, o sentimento de pertença à comunidade, as nomenclaturas, a cultura, os costumes, a medicina natural, a responsável relação com a natureza, a arte, os alimentos, a força, a sobrevivência, entre outros ensinamentos imanentes e inconscientes coletivos.

Pretende-se, a partir da pastoral Indígena e Indigenista, acompanhar os povos Indígenas em suas aldeias e comunidades, articulando, sistematizando e servindo em suas reais e emergentes necessidades, as quais eles manifestarem necessidade, sempre no exímio respeito aos costumes e à cultura que rege a vida nas comunidades indígenas. Os trabalhos da pastoral junto aos povos indígenas devem ter sempre a continuidade constante na busca de aprimorar os conhecimentos das ações e gerar maior incidência e eficácia em benefícios aos nossos irmãos e irmãs indígenas.

 

Experiência e convivência missionária – cultura, idiomas e costumes indígenas.

Diante da realidade, sócio cultural e política em que vivem os povos originários (os indígenas) por todo o território Brasileiro, tomemos a liberdade de particularmente nos ater em descrever algumas peculiaridades exclusivas dos irmãos e irmãs indígenas do regional sul2 do Estado do paraná. É de suma importância conhecer de forma mais profunda sua arte, sua cultura, seus costumes a relação com o meio e a base fundamental de sobrevivência das comunidades aldeias. A pastoral indígena e indigenista da igreja Católica, fundamentada pela Palavra de Deus em Jesus Cristo Senhor nosso e guiada na luz do Espírito Santo e pelo Magistério eclesial da santa igreja sob o primado do Santo Padre o Papa Francisco. Velará pela organização e dinamicidade desta pastoral com a participação dos povos originários e prezará sempre pela acolhida e cuidado das comunidades aldeias, que inclusive estão ameaçadas em seus direitos, civis e naturais da posse de suas terras, que já são suas pelo direito natural, herdado de seus ancestrais. Zelará, intransigentemente pela vida, dignidade, direito e justiça para todos os povos e comunidades (aldeias) indígenas e originários que habitam esta região. Também, buscará através do encontro presencial dar visibilidade à sua arte e cultural em geral, fomentando a participação das aldeias nos encontros e reuniões agendadas pela pastoral e desta forma divulgar nas mídias alternativas, no rádio onde for possível inserção, desta cultura milenar com seus ritmos, danças, culinária, idioma em fim…todo este arcabouço linguístico, folclórico cultural que permeiam e constitui intrínseca e extrinsecamente toda expressão corporal, antropológica destes povos milenares das florestas.

 

Objetivo Geral

Em conformidade com as orientações da igreja Una Santa Católica e Apostólica do Santo Padre o Papa Francisco do Magistério eclesial da Igreja no Brasil e no estado do Paraná, oficialmente representada por nossos Bispos e Clérigos deste regional. Todavia, no estudo e aprimoramento dos documentos constituídos e elaborados nas instâncias colegiadas de gestão universal da Igreja tudo em consonância com as cartas e encíclicas do Santo Padre o Papa Francisco que no seguimento de Cristo Jesus nosso Senhor, sempre contando com o auxílio e proteção da Santa Mãe de Deus e nossa, enveredaremos na busca incansável dos caminhos da fé e da missão da esperança e da Caridade na formação e estruturação da pastoral indígena e indigenista por todo o Regional sul 2 no estado do Paraná.

A convivência mútua no conhecimento da cultura no modo de vida de pensar e de se relacionar com o outro e com o meio, destas populações originárias serão a nossa expectativa e perspectiva da construção de uma amizade mais confiável, justa e incondicional que norteará, visitas e aproximação de partilha e solidariedade neste contexto missionário.

Será por conseguinte encargo direto das paróquias e dioceses, que através da pessoa de um agente de pastoral acompanhará de forma a estabelecer certa convivência nas comunidades (aldeias) dando-lhes suporte, assessoramento e atendimento no que se refere à totalidade da dignidade humana. Estabelecendo vínculos e contatos inerentes às suas necessidades, individuais e coletivas e realizar uma pastoral inculturada no tocante a missão de evangelizar e promover a integração dos povos das comunidades (aldeias) conforme documento de aparecida. “Como discípulos de Jesus Cristo, encarnado na vida de todos os povos, descobrimos e reconhecemos a partir da fé as ‘sementes do Verbo’ presente nas tradições e cultura dos povos indígenas da América Latina” (DAp, 529. Pg 235).

E um pouco mais adiante podemos citar: ”como discípulos e missionários a serviço da vida, acompanhamos os povos indígenas e originários no fortalecimento de suas identidades e organizações próprias, na defesa do território na educação intercultural e bilíngue e na defesa de seus direitos”. (DAp, 530. Pg 235).

“Todos nós como Igreja, precisamos de cura: ser curados da tentação de nos fecharmos em nós mesmos, de escolhermos a defesa da instituição em vez da busca da verdade, de preferirmos o poder mundano ao serviço evangélico” Palavras do Papa ao realizar um dos gestos mais simbólicos de sua visita ao Canadá, presidindo à peregrinação ao Lago de Santa Ana (Pp Francisco).

 

Objetivos Específicos da Pastoral

  1. Desenvolver o trabalho pastoral com as aldeias indígenas a partir da paróquia e diocese.
  2. O regional organizará uma agenda ampla em todo regional sul 2 com os mais variados temas e encontros. Afim de cimentar o chão da convivência e melhorar as relações interpessoais, entre os próprios povos originários das várias etnias e também na interação e interlocução indígena indigenista.
  3. Como ponto central e urgente, solicitamos que as dioceses através do contato com a pastoral indígena e indigenista, agilize o quanto antes que cada paróquia, onde houver uma ou mais comunidades indígenas (aldeia), envie um ou mais agentes de pastoral, conforme a quantidade de aldeias para os encontros a partir de fevereiro, especialmente no encontro de abril que é para formação de novos indigenistas: Agentes pastorais e assessores diocesanos, conforme carta e calendário anual em anexo no arquivo.
  4. Indicar a quantidade de aldeias, os respectivos nomes de cada uma e o agente pastoral a ela designado qual a diocese, o assessor e a paróquia onde situa a comunidade (aldeia indígena. Bem como nome da cidade e setor).

 

REFERÊNCIAS

DOCUMENTO DE APARECIDA: Texto conclusivo da V conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.

AMORIS LAETITIA – Exortação Apostólica Pós-Sinodal – – Sobre O Amor Na Família Documento N. 202 – A VOZ DO PAPA Paulinas, São Paulo, 2016 Sexta reimpressão – 2017

COMUNIDAES DE COMUNIDADES – uma nova paróquia.

FRANCISCO, Papa. Carta Encíclica Laudato Si (Sobre o cuidado da casa comum). Gráfica Eireli, São Bernardo do Campo (SP): Diocese de Umuarama, 2015.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Petrópolis, São Paulo: Vozes/Paulus/ Loyola/ Ave Maria, 1998.

Notícias da Pastoral

LITURGIA DIÁRIA