Coordenadores

Bispo Referencial
Dom Celso Antônio Marchiori
Bispo de São José dos Pinhais

Assessor Regional
Pe. Wilson Czaia

Coordenador Regional
Rafael Cunha
(41) 99505- 6860
[email protected]

Coordenador Regional na dimensão de Catequese
Eduardo Alberto Megda
(44) 99974-2118
[email protected] | [email protected]

Assessor regional na dimensão dos Intérpretes Católicos
Pe. Gilmar Tito Ribeiro

Coordenador Regional na dimensão dos Intérpretes Católicos
Antônio Nilson Alves Viana
(43) 9693-3707
[email protected]

 

APRESENTAÇÃO

A Pastoral dos Surdos é a ação da Igreja Católica que tem como princípio e fundamento a própria ação do Cristo relatada no evangelho de Marcos: “Trouxeram-lhe um surdo pedindo que lhe impusesse as mãos. Levando-o a parte, longe da multidão, colocou-lhe os dedos nos ouvidos, cuspiu e lhe tocou a língua com saliva. Levantou os olhos para o céu, suspirou e disse – Effata, que quer dizer: Abre-te. Imediatamente os ouvidos dele se abriram, soltou-lhe a língua e ele começou a falar perfeitamente” (Mc 7,32-35).

A mesma dignidade dada por Jesus é agora assumida pela Igreja que recebe os surdos e surdas no seu pastoreio e os conduz ao Cristo Caminho, Verdade e Vida. Na Pastoral dos Surdos se revive e atualiza o milagre do “effata”. Cada dia mais se abrem novos corações que escutam e aderem o Cristo, levando-o pelos sinais evangelizadores das mãos.

Oficialmente a Pastoral dos Surdos iniciou em 1950 sob o impulso do Padre Eugênio Oates e do Monsenhor Vicente Penido Burnier. Mas os trabalhos realizados com os surdos começaram bem antes. Em 1929, por exemplo, temos o registro das Irmãs de Nossa Senhora do Calvário instalando uma escola para acolher surdas de São Paulo.

No Paraná a grande a precursora da Pastoral dos Surdos foi a Irmã Nydia Moreira Garcez, fundadora da escola Epheta em 1950. Com a escola aconteceram muitos simpósios sobre deficiência auditiva em Curitiba. Também as Irmãs e os Padres da Pequena Missão que chegaram a Londrina e Cascavel.

Em 1998 aconteceu o primeiro encontro Regional que foi em Foz do Iguaçu e daí em diante a Pastoral cresceu e se desenvolveu. No ano 2000 a pastoral dos surdos foi reconhecida pelos Bispos do Regional Sul 2 oficializando sua atuação no Paraná e indicando o primeiro Bispo Assessor: Dom João Braz de Aviz, na época Bispo de Ponta Grossa. Por ocasião das mudanças e transferências Dom Anuar Battisti foi o segundo assessor, depois Dom José Lanza Neto, que foi bispo auxiliar de Londrina e hoje é Dom Celso Marchiori de São José dos Pinhais. O Paraná foi o primeiro Regional do Brasil a organizar a Pastoral dos Surdos com coordenadores surdos nas dioceses.

 

Pastoral do Surdo 

É a ação Pastoral de evangelização do surdo: “Ide por todo o mundo, proclamai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,15).

Evangelizar os surdos a partir do encontro com Jesus Cristo, como discípulos missionários, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, participando da construção de uma sociedade justa e solidária, “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Jesus abriu os ouvidos do surdo para que ele saiba compreender a vida no mistério da fé. Os surdos são convidados a aprofundar sua espiritualidade, compreender a mensagem de Jesus Cristo, para tornar-se um evangelizador da Boa-Nova pelo seu testemunho de vida.

 

Atividades desenvolvidas

“Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles”.

Os surdos poderão realizar muitas atividades para incentivar a participação dos Surdos na Igreja: Confraternização, festas, gincanas, campeonatos, grupos de reflexão, acampamentos, grupos de animação, brincadeiras, passeios, grupos de oração, grupos de teatro, coral, cursos de LIBRAS e muitas outras.

Porém, para ser reconhecido como grupo da Pastoral dos Surdos não pode faltar as três atividades regularmente:

Palavra de Deus: encontros de estudo bíblico e catequese.

Liturgia: Missa dominical e participação dos sacramentos.

Caridade: trabalhos sociais voluntários.

 

Da cultura dos surdos e suas exigências

A Pastoral dos Surdos tem uma maneira própria de agir e atuar na evangelização. O uso da LIBRAS: Linguagem Brasileira de Sinais. Todas as atividades da Pastoral dos Surdos exigem a língua própria dessa cultura. Por isso, a exigência de que os ouvintes voluntários que querem atuar na Pastoral dos Surdos saibam LIBRAS obrigatoriamente.

Para tanto se faz necessário que a Pastoral dos Surdos promova cursos de LIBRAS nas comunidades católicas. Os Coordenadores Diocesanos e Locais tem que buscar formar SURDOS INSTRUTORES CATÓLICOS para que possam oferecer cursos para os voluntários surdos e ouvintes que queiram atuar na Pastoral. Os SURDOS INSTRUTORES deverão saber as orações católicas em linguagem de sinais, bem como ter um conhecimento bíblico para ensinar ouvintes e catequistas.

 

A Pastoral dos Surdos do Regional Sul 2 está organizada de modo que possa ter alcançar os seguintes objetivos:

  • Incentivar e apoiar a formação de comunidades de surdos com coordenação dos próprios surdos;
  • Organizar e implantar a catequese para surdos e a formação de catequistas especializados;
  • Formação permanente para lideranças surdas e ouvintes;
  • Formar intérpretes para atuar nas liturgias e na vida comunitária dos surdos.

Notícias da Pastoral

LITURGIA DIÁRIA