Para dom Evandro Braun, o retiro favoreceu um reencontro com o essencial da vocação episcopal, centrada em Cristo e no serviço ao povo

O segundo dia da 62ª Assembleia Geral da CNBB foi marcado pelo recolhimento e pela oração, com a realização do retiro espiritual dos bispos. O momento abre os trabalhos da assembleia com um tempo de silêncio e escuta, favorecendo o discernimento diante das decisões que serão tomadas ao longo dos dias. 

Foto: Jaison Alves da Silva

O retiro foi orientado pelo bispo emérito da diocese de Nossa Senhora do Livramento (BA), dom Armando Bucciol, e teve início ainda na

Dom Armando | Foto: Jaison Alves da Silva

tarde da quarta-feira, 15. A proposta motiva os bispos a iniciarem a assembleia em um clima espiritual, iluminados pelo Espírito Santo, com foco na oração e no recolhimento. 

O contexto do retiro também foi marcado por um forte apelo pela paz. Inicialmente, o pregador convidado era o cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, que não pôde participar devido à grave situação de guerra na Terra Santa. Em mensagem de vídeo enviada ao episcopado brasileiro, ele explicou sua ausência: “Eu decidi que, neste momento, o pastor deve estar com as ovelhas, o pai deve estar com a família. Eu moro na Terra Santa, em Jerusalém, há 40 anos e este é definitivamente o período mais difícil que nós já encontramos”. Diante da mensagem, os bispos intensificaram a oração pela paz durante o retiro. Confira, no vídeo abaixo, a mensagem que o Cardeal Pizzaballa enviou ao episcopado brasileiro:

Ao final do dia, os participantes realizaram uma procissão com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, saindo do Centro de Eventos até a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, onde realizaram um momento de adoração eucarística com prece especial pela paz, seguido da celebração da Eucaristia. 

Foto: Jaison Alves da Silva

O retiro contou com cinco meditações, que propuseram aos bispos um caminho de renovação no anúncio e no serviço. Inspirado nas exortações apostólicas do Papa Francisco: Evangelii Gaudium e Gaudete et Exsultate, dom Armando destacou a centralidade de Cristo na vida do evangelizador e a necessidade de agir com coragem e liberdade interior, mesmo diante das resistências. Um dos momentos mais significativos foi a celebração penitencial, seguida da oportunidade para o sacramento da reconciliação individual. 

Dom Evandro fala sobre como foi o retiro 

Dom Evandro | Foto: Karina de Carvalho Nadal

O bispo de Campo Mourão (PR), dom Evandro Luís Braun, destacou a profundidade da experiência vivida durante os dias de retiro. Segundo ele, o momento favoreceu um reencontro com o essencial da vocação episcopal, centrada em Cristo e no serviço ao povo.

“Nós tivemos dois dias de retiro com dom Armando, que nos ajudou a adentrar na experiência do seguimento de Jesus com ousadia e com o coração inteiro voltado para Cristo”, afirmou. Ele ressaltou ainda que a vivência proporcionou um tempo de “profunda experiência de Deus, de meditação e de oração”, permitindo redescobrir a própria missão. 

Dom Evandro também destacou o chamado a colocar Cristo no centro da vida e da ação pastoral: “Somos chamados a deixar que Cristo seja o centro das nossas vidas, nos tornando servos dele e servos do povo por amor”. Para o bispo, a simplicidade da condução do retiro ajudou os participantes a aprofundarem o mistério de Cristo e a renovarem o compromisso com o povo de Deus. 

Confira a íntegra do testemunho no vídeo abaixo: 

Karina de Carvalho Nadal | Jornalista da CNBB Sul 2

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