Do Paraná participaram mais de 600 agentes da Pastoral Familiar 

Cerca de 4 mil pessoas participaram do 14º Simpósio e Peregrinação Nacional das Famílias, em Aparecida (SP), no último final de semana, dias 25 e 26 de maio. O Paraná foi a segunda maior delegação com mais de 600 agentes da Pastoral Familiar (PF) presentes, representando de 12 dioceses.  

O bispo de Apucarana (PR) e referencial para a Pastoral Familiar no Paraná, disse que o simpósio foi um verdadeiro sucesso. “A organização foi maravilhosa, os pregadores foram do contento de todos. Tenho certeza de que todos voltamos animados para continuar o trabalho da PF aqui no Paraná. Foi um evento que marcou, sem dúvida, a todos os agentes da PF presentes em Aparecida. A participação do Paraná também foi esplêndida, éramos a segunda maior representação entre todos os regionais da CNBB”, disse o bispo.  

Durante os dois dias, os participantes puderam acompanhar palestras, momentos de oração e partilhas, além de vivenciarem a experiência do encontro entre grupos de diferentes regiões do Brasil. O tema aprofundado no Simpósio foi “Família e Amizade”, em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2024. 

No início do encontro, o momento de oração contou com uma prece pelo povo do Rio Grande do Sul, atingido pelas chuvas e enchentes desde o final de abril. 

Alargar os horizontes 

O primeiro palestrante do evento foi o padre Zezinho, SCJ, que compartilhou sobre a sua trajetória de evangelização das famílias. Aos 82 anos, o religioso motivou os participantes a abrirem os seus horizontes em relação à evangelização. 

“Eu me inspiro muito em São Paulo, na epístola aos efésios (3,14-21), quando diz que já os evangelizou e os incentivou a não pararem. É só o começo. A graça de Deus vai ajudar vocês a avançar, pois quero que continuem o que comecei e devem procurar a altura, profundidade, comprimento e largura de Cristo, é preciso alargar os horizontes. Se você não se abrir para outros movimentos, ficará fechado apenas nos seus grupos. Não apenas rezem, façam mais. Sejam ajudadores. Saiam a procurar as pessoas que precisam”, disse o sacerdote. 

Ao final de sua participação, padre Zezinho foi homenageado pelos 60 anos de contribuição para a evangelização das famílias brasileiras. 

“Somos todos seus catequizandos e aprendemos muito durante todos esses anos. Deus lhe pague todo o bem que fez pela Igreja e por todos nós. Nos ensinou a defender a vida e a família e fazemos isso aqui também enquanto Igreja”, disse o assessor da Comissão Vida e Família, padre Rodolfo Pinho. 

Responsabilidade dos pais 

Quem também contribuiu com as reflexões do simpósio foi a médica pediatra Filomena Camilo do Vale, carinhosamente chamada de Dra. Filó. Pela manhã, ela abordou a responsabilidade dos pais em gerar, cuidar e educar os filhos, alertando as famílias sobre as diversas situações da atualidade que as colocam à prova. 

“A Família é a menina dos olhos de Deus, por isso deve ser cuidada pois está sempre ameaçada”, disse Dra. Filó. 

“O útero é uma universidade, pois ali a criança aprende de tudo. Imagina uma criança gerada com uma mãe que reza, que recebe a eucaristia. Agora pensem naquelas que são geradas em contato com o álcool, com o crack. É por isso que devemos cuidar tanto da família que gera essa nova vida”, alertou. 

Amizade com Deus 

Na parte da tarde, ela refletiu sobre a iluminação bíblica do encontro: “Já não vos chamo servos, vos chamo amigos” e destacou a importância de construir a intimidade com Deus por meio da oração, como um caminho espiritual. 

“Amigo é aquele que me olhe na minha vulnerabilidade, na minha miséria, na minha fraqueza e entrego tudo isso nas mãos dele. Somente em Jesus se enquadra essa definição de amigo”, destacou no início. 

Para ela, é preciso ver Jesus e deixá-lo entrar na vida por meio da adoração ao Santíssimo Sacramento. Já nas orações cotidianas, é preciso também ter um diálogo com Deus, reservando tempo para escutar a Deus por meio do silêncio e da Palavra. 

Outras atrações 

O simpósio também teve a participação do jornalista e humorista Ivanildo Silva, da arquidiocese de Olinda e Recife, que alegrou os participantes com uma apresentação de comédia a partir da temática católica e familiar. As crianças também tiveram sua participação: o bispo de Barreiras (BA) e membro da Comissão para a Vida e a Família, dom Moacir Arantes, facilitou uma roda de conversas com crianças e adolescentes que partilharam testemunhos sobre amizade. Ao final do simpósio, as crianças que participaram do “Simpósio Kids” fizeram uma apresentação para seus pais. 

Oração 

Ainda no sábado, o bispo de Campo Mourão (PR) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom Bruno Elizeu Versari, presidiu a missa da Solenidade da Santíssima Trindade na Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Na ocasião, destacou a oportunidade de “ganhar um colo” na Casa da Mãe Aparecida e consagrou as famílias à proteção da Padroeira do Brasil. 

“Consagro à proteção de todas as famílias, a família de Nazaré, que em meio às ventanias e vendavais difíceis não esmoreçam. Que a Sagrada Família, proteja os noivos que se preparam para o matrimônio, e as famílias que estão já exercendo o matrimônio”, disse o bispo. 

Dom Bruno também conduziu, na noite de sábado, o Terço Luminoso, no Caminho do Rosário, confiando as preces das famílias à intercessão de Maria. 

Santíssima Trindade também é família 

A manhã de domingo, 26 de maio, marcou a realização da Peregrinação Nacional das Famílias e a celebração da 3ª Romaria Nacional das Crianças ao Santuário de Aparecida. A data coincidiu com a 1ª Jornada Mundial das Crianças, convocada pelo Papa Francisco. 

Presidente da celebração, o arcebispo de Aparecida (PR), dom Orlando Brandes, afirmou que a Santíssima Trindade também é família: “Com esse amor da Trindade vamos amar o irmão, vamos viver a fraternidade e comunhão. Isso é espiritualidade trinitária. Deus é família, Deus é equipe, Deus é comunidade. Deus não é solidão”. 

Dom Orlando motivou o espírito de comunhão e de amizade: 

“Quando nós vamos vivendo esse espírito de comunhão, de fraternidade e de amizade social estamos sendo trinitários. Que maravilha o chamado da família divina para sermos um. Portanto, a fé na trindade vai ajudar aos pais a formar na família, com as crianças, um reflexo original da Santíssima Trindade”. 

E também convocou os pais à abertura à vida, acolhendo os filhos que Deus os conceder: “Precisamos de mais nascimentos de crianças para o futuro do mundo, para o bem da Igreja. Sejam generosos”, pediu. 

Fonte: CNBB

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