Dom Armando Círio, arcebispo emérito de Cascavel, faleceu às 23h30 desta segunda-feira (11). Dom Armando esteve hospitalizado nos últimos dias devido a problemas pulmonares. Após uma fase crítica de saúde estava apresentando um quadro de melhora, quando teve uma parada cardíaca que o levou ao óbito. Ele tinha 98 anos de idade e dizia que gostaria de chegar aos 100.
Dom João Bosco Barbosa de Sousa até há pouco bispo no Paraná, agora Bispo de Osasco (SP) escreve: “Perdemos nossa história Viva”. De fato, Dom Armando foi padre por 74 anos; bispo por 54 anos. Foi o primeiro bispo da Diocese de Toledo e também primeiro bispo e arcebispo da Arquidiocese de Cascavel. Em 1995, renunciou ao ministério de arcebispo devido à idade.
Ele é nascido em Calamandra (Itália), em 30 de abril de 1916. Iniciou sua vida religiosa em 1940 quando foi ordenado padre. Em janeiro de 1947, veio para o Brasil com outros cinco padres. A viagem de navio durou duas semanas e chegando ao Brasil atuou como vigário na cidade de Botucatu (SP) e pouco tempo depois veio para o Paraná, onde assumiu a paróquia de Apucarana.
Dom Armando teve como lema episcopal “Arder e Iluminar”. Efetivamente sua vida e testemunho irradiam luz e calor no Oeste do Paraná e também em todo o Estado. A Presidência dos Bispos do Regional Sul 2 louva e agradece a Deus por ter dado à Igreja do Paraná tão grande apóstolo.
Por ocasião da sua transferência para a recém criada Diocese de Cascavel, da qual foi seu primeiro Bispo, e em 1979, com a elevação para Arquidiocese, seu primeiro Arcebispo, ele escreveu: “Na minha vida nunca desejei cargos e nunca tive apego a eles. E na minha vida de sacerdote, de bispo e arcebispo, o sentimento que mais prevaleceu no meu coração foi este: o medo de não ser o que esperavam de mim e o medo de não poder dar as respostas adequadas às aspirações do povo”. (Trechos de seu livro: Apóstolo e Missionário do Oeste do Paraná).
por