660Missionários Paranaenses iniciam trabalhos na Missão Católica de Quebo

“A vida se alcança e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros”. Isto é, definitivamente, a missão.” (Evangelii Gaudium nº 10).

Após os primeiros vinte dias de permanência no País da Guiné Bissau, na Cidade de Quebo, onde iniciamos uma Missão Católica, temos a relatar que estamos nos inserindo na vida da comunidade local. A população, maioria de muçulmanos nos acolheu com carinho e muito respeito assim como os pouco mais de uma dezena de cristãos e graças a Deus, quase uma centena de simpatizantes do catolicismo. Na Missa de domingo, dia 26 de outubro, presidida pelo Pe. Admir, que vem da Cidade de Buba, distante 32 km de onde estamos, contamos a presença de 52 crianças, 43 jovens e 9 adultos.

Estamos morando em uma casa alugada até a construção da casa no terreno da Missão Católica. Tivemos uma semana de muito trabalho, pois o terreno de 18 mil e quinhentos metros quadrados (185 metros de frente por 100 metros de fundo), estava com 100 por cento de cajueiros plantados há muito tempo. Tivemos que derrubar muitos deles para abrir uma clareira, onde fizemos uma estrada e limpamos uma área para o início da construção da casa. Para esta tarefa inicial, contratamos 10 operários com experiência neste tipo de trabalho. Eles cavam ao redor do cajueiro, cortam as raízes laterais e por fim a raiz principal, para que a árvore possa tombar.

Em seguida, entra o trabalho dos missionários Pedro Avelino Lang e Metódio Retexin que com a ajuda de uma motosserra, desgalham os ramos maiores e cerram o tronco principal.

A comunidade local aproveita todos os galhos e também os troncos como lenha, uma vez que a madeira do cajueiro não tem utilidade na construção porque ao ser cortada, em poucos dias apodrece, principalmente em função dos cupins. A árvore do cajueiro é o principal alimento do cupim, é comum observar em baixo dos cajueiros, cupinzeiros com até 3 metros de altura. Outra curiosidade para nós do Brasil, é que a responsabilidade por encontrar lenha é tarefa da mulher e das crianças. Durante esta semana tivemos a companhia de muitas crianças com suas mães recolhendo os galhos e carregando para suas casas.

Em função do forte calor, trabalhamos na parte da manhã de 7:30 até 11:30 horas e retornamos às 15:30 hs e trabalhamos até por volta de 18:30 hs.

Nossa relação com a comunidade local tem sido muito boa. Nossa dificuldade tem sido o forte calor e a comunicação. Embora a língua oficial seja o português de Portugal, é usado apenas na escola, em Quebo poucas pessoas conseguem se comunicar em português. Eles se comunicam na língua de sua etnia, Fulas, Balantas, Brames, Manchoncas, Manjacos, Felupes, Papeis e Árabes. Para se comunicar conosco, utilizam o criolo, que é mistura de palavras do português e dialetos locais. O criolo é usado no dia a dia e também nas celebrações litúrgicas. Agradecemos especialmente a Deus, que nos propiciou esta maravilhosa experiência de vida, de fé e de comunidade. A Palavra de Deus carrega em si, desde o Antigo Testamento, desde Abraão, o dinamismo da “saída”, que segundo o Papa Francisco, Deus quer provocar em quem acredita.

“Maria é a missionária que Se aproxima de nós, para nos acompanhar ao longo da vida, abrindo os corações à fé com o seu afeto materno.”
Um forte abraço da todos(as)!

Odaril, Metódio e Pedro

LITURGIA DIÁRIA

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