Durante a 61ª Assembleia Geral da CNBB, que aconteceu em Aparecida (SP), nos dias 10 a 19 de abril, a jornalista Karina de Carvalho Nadal fez uma entrevista com o novo presidente da Pastoral da Criança, dom Severino Clasen (arcebispo de Maringá), e com a nova coordenadora nacional, Maria Inês Monteiro de Freitas. Ambos foram eleitos no último mês de março, para uma gestão de quatro anos.

A Pastoral da Criança foi fundada em 1983, na cidade de Florestópolis (PR), pela médica sanitarista e pediatra, Dra. Zilda Arns Neumann, e pelo então arcebispo de Londrina, Dom Geraldo Majella Agnelo (1933-2023). Com mais de 40 anos de caminhada, a Pastoral da Criança, hoje, se faz presente em todos os estados brasileiros e em outros 10 países da África, Ásia, América Latina e Caribe. Sua missão é promover o desenvolvimento das crianças, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, do ventre materno aos seis anos, por meio de orientações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania, fundamentadas na mística cristã que une fé e vida, contribuindo para que suas famílias e comunidades realizem sua própria transformação.

Dom Severino

Na entrevista, dom Severino conta que o convite para ser presidente não foi aceito de imediato, devido à complexidade e a amplitude dessa pastoral.

“A Pastoral da Criança tem uma relação com o todo e isso faz a diferença. Por isso, é importante a gente dar toda a ênfase, todo cuidado, e aceitei nessa perspectiva de dar continuidade a essa pastoral que deu certo, que está dando certo e vai dar certo”, disse dom Severino.

 

Escolhida por dom Severino para coordenar, em nível nacional, a Pastoral da Criança, Maria Inês explicou como é a atuação da Pastoral hoje.

Maria Inês

“Lá em 1983, quando iniciou a Pastoral da Criança, ela cuidou das crianças que morriam por causas que poderiam ser evitadas. Ao longo do tempo foi mudando e hoje, a principal ação da Pastoral da Criança é o desenvolvimento integral da criança, onde fazemos o acompanhamento, nas ações básicas de saúde, educação e nutrição. Mensalmente, os líderes vão até as famílias, realizam a visita domiciliar, dão as orientações, depois realizam a celebração da vida, que é o momento da família na comunidade e, ao final, eles fazem a avaliação para refletir as ações que foram realizadas”, relatou Maria Inês.

Dom Severino afirmou que, mesmo que os governos possam fazer o trabalho da Pastoral da Criança, sua atuação vai além do trabalho de assistência social, exatamente por se tratar de uma Pastoral.

“A Pastoral da Criança mexe com a ternura, mexe com a espiritualidade, ela é Pastoral, e por ser Pastoral tem um espaço muito grande. Por isso, eu peço e rezo nos meus momentos de oração pela Pastoral da Criança. São tantas mães e famílias envolvidas, para que todos possam sentir-se amparados pela mensagem de Jesus Cristo, por essa Igreja em saída”, disse o arcebispo.

Assista a entrevista completa:

(Karina de Carvalho Nadal – Jornalista da CNBB Sul 2)

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