“Para o migrante, a pátria é a terra que lhe dá o pão” 

A Pastoral dos Migrantes do Regional Sul 2 da CNBB realizou, nos dias 1 a 3 de abril, um encontro de formação, articulação e incidência. Realizado na Casa de Formação da Paróquia São Pedro, em Pato Branco (PR), Diocese de Palmas-Francisco Beltrão (PR), participaram 26 pessoas oriundas de 12 arqui/dioceses do Paraná. O encontro foi motivado pelos pensamentos do Beato João Batista Scalabrini: “Para o migrante, a pátria é a terra que lhe dá o pão” e “Não se chega ao Senhor com os sapatos limpos”. Após dois anos de pausa nos encontros presenciais, devido à pandemia da Covid-19, a Pastoral dos Migrantes do Paraná retomou os encontros de forma presencial. 

Na noite da sexta-feira, dia 1º de abril, os participantes do encontro foram acolhidos com um momento de espiritualidade, preparado pela equipe da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão. O dia de sábado foi marcado por momentos de espiritualidade, de formação e de partilhas sobre como cada diocese está trabalhando, as realidades migratórias, os caminhos buscados, os erros e os acertos. Entre uma atividade e outra, uma canção era tocada para animar, encorajar e dinamizar os trabalhos. 

Entre os assuntos em pauta, o grupo aprofundou o tema: “Espiritualidade do caminho, do conflito no seguimento a Jesus Cristo”. Foi iniciado um processo para a eleição de uma nova equipe de Coordenação para a Pastoral dos Migrantes do Regional Sul 2, que deve acontecer em setembro, durante o encontro do 2º semestre. Também foi tratado sobre o processo de inscrição para concorrer a uma cadeira como conselheiro do Conselho Estadual para os Direitos dos Refugiados, Migrantes e Apátriados do Estado do Paraná (CERMA-PR). Também foi apresentado o código de ética e salvaguarda do serviço Pastoral dos Migrantes – SPM nacional e dialogado sobre a Semana do Migrante.

Na noite de sábado, 2 de abril, aconteceu um momento cultural, com a apresentação de músicas com o jovem migrante haitiano Abelandy Thelot. Ele é graduado em Letras e vive em Pato Branco há mais de 8 anos.  

No domingo, 3 de abril, o dia iniciou com a santa missa na Paróquia São Pedro Apóstolo. Ao longo da manhã, o grupo ainda dialogou sobre a 6ª Semana Social Brasileira, que iniciou 2020 e se concluirá em 2023, com o tema: “Mutirão pela vida – por terra, teto e trabalho”. Outro tema em pauta foi o 28º Grito dos/as Excluídos (as): “Brasil: 200 anos de (in) dependência. Para quem?”.  

O arcebispo de Londrina (PR) e referencial para a Pastoral do Migrante no Paraná, Dom Geremias Steinmetz, fez-se presente por meio de uma mensagem em vídeo. Também o Conselheiro Geral da Congregação dos Missionários de São Carlos Borromeu (Scalabrinianos), Pe. Mário Geremia, fez-se presente por meio de uma mensagem escrita.  

O encontro foi concluído com a avaliação dos participantes, na qual puderam expressar seus sentimentos e perspectivas. Em seguida, foi realizada uma celebração de envio, na confiança de que Deus caminha junto e que a Pastoral dos Migrantes é uma presença de amor e serviço junto às pessoas migrantes e refugiadas. Ao final, os participantes expressaram gratidão à diocese de Palmas-Francisco Beltrão e à equipe da Pastoral dos Migrantes pela organização, infraestrutura e acolhida nesse primeiro encontro do ano. O próximo encontro está programado para acontecer de 09 a 11 de setembro, em Curitiba. 

(Por Elizete Sant Anna de Oliveira e Marcia Terezinha Ponce – Coordenação da Pastoral do Migrante no Regional Sul 2 da CNBB). 

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