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Grupo de Trabalho do Migrante da Cáritas Diocesana atende 15 haitianos e suas famílias – Foto: Ana Andrade/Assessoria de Imprensa Cáritas

 

Os mais de 20 haitianos e suas famílias atendidos pelo Grupo de Trabalho do Migrante, ligado a Cáritas Diocesana, pretendem contar um pouco mais sobre sua terra na Mostra Cultural Redescobrindo o Haiti, nesta sexta-feira (18), às 19 horas, na Câmara Municipal de Ponta Grossa. Será veiculado um documentário sobre o país e expostas fotografias sobre o período colonial, a luta pela Independência, aspectos culturais e gastronômicos. O material é fruto de pesquisa desenvolvida pelos migrantes ou vem do acervo pessoal.

Desde o terremoto que devastou o Haiti, em 2010, o Brasil passou a ser o principal destino dos haitianos. Na região, segundo dados da Polícia Federal, são cerca de 150 migrantes. Segundo o coordenador do Grupo de Trabalho do Migrante, Ludsonde Lafontant, o objetivo da mostra é trazer à tona a riqueza do país, em suas diversas facetas: arte, culinária, natureza. “Não queremos falar de coisas ruins. Mostramos o que é admirável na cultura haitiana como o encanto pelas cores e a riqueza cultural. E, apesar de já ter sofrido com a ação de cinco furacões, é um povo que busca novas oportunidades e queremos compartilhar nossa história”, adianta Lafontant.

O evento é gratuito e terá emissão de certificados.

Comemoração

A mostra também lembra última batalha da Revolução Haitiana, que comemora 213 anos, dia 18 de novembro deste ano. Foi à última grande batalha do país. A Guerra da Independência do Haiti foi travada entre os rebeldes do Haiti e as forças expedicionárias francesas. A Batalha Vertiéres é considerada o golpe decisivo que levou a França à perda seu império colonial. Haitianos, liderados por Jean-Jacques Dessalines e François Capois, atacaram uma fortaleza francesa, na região de Vertières, perto de Cap. Haitien (no Norte do Haiti).

Eles obtiveram uma vitória sobre o exército colonial francês comandado pelo general Conde de Rochambeau. Em 1 de Janeiro de 1804, Dessalines, o novo líder sob a Constituição ditatorial de 1801, declarara o Haiti uma República livre. O Haiti foi então a primeira nação independente da América Latina, a primeira nação independente pós-colonial do mundo a ser liderada por um negro e a única nação cuja independência foi obtida como parte de uma rebelião de escravos bem-sucedida.

 

Cláudia Carneiro – Diocese de Ponta Grossa

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