Na dinâmica de toda Assembleia do Povo de Deus, há um tema central a ser estudado e trabalhos de grupo, a fim de que os participantes possam interagir entre si e, ao final, produzir uma síntese com apontamentos práticos para a caminhada da Igreja no próximo ano. Nessa 43ª Assembleia do Povo de Deus, os bispos decidiram adotar o método sinodal da “Conversa Espiritual” para conduzir os trabalhos de grupo, a partir do tema central: “Paróquia Sinodal: Casa da Iniciação à Vida Cristã”.

Trata-se de um instrumento para animar o discernimento comunitário, a partir da oração e da escuta mútua, em vista de uma síntese comum. O grande protagonista dessa conversa é o Espírito Santo, que vai conduzir o grupo para chegar a um consenso sobre determinado tema.

No período da tarde desse sábado, 23 de setembro, os participantes da assembleia foram divididos em 18 grupos. Cada grupo teve um padre coordenador diocesano da ação evangelizadora como moderador, para conduzir o grupo, determinando o tempo de partilha e de silencio orante.

Cada grupo teve 1h45 para realizar as três rondas previstas no método da “Conversa Espiritual”. A primeira, consiste na PARTILHA, onde cada um partilha o fruto da sua oração em relação ao tema. A segunda, é a REFLEXÃO, na qual todos partilham sobre o que mais impressionou na primeira ronda. E a terceira ronda é para SENTIR O ESPÍRITO, ou seja, o grupo dialoga e busca chegar a um consenso sobre para onde o Espírito Santo os está conduzindo. Cada um desses passos é antecedido por um momento de oração silenciosa e pessoal.

No vídeo abaixo, o arcebispo de Londrina e presidente da CNBB Sul 2, dom Geremias Steinmetz, explica sobre o método da conversa espiritual:

Segundo o coordenador diocesano da ação evangelizadora na diocese de Ponta Grossa, padre Joel Nalepa, a conversa espiritual foi uma experiência muito rica, pois parte da oração. “Quando nos reunimos em grupo para partilhar sobre um tema, nós temos a tentação de entrar em discussões. E esse método ajuda a treinar a escuta, que é essencial para nossa caminhada de fé e de Igreja, para nossa caminhada como irmãos. Foi muito positivo fazer essa experiência, não só pelo conteúdo, mas pelo aprendizado, pela experiência da oração, da escuta, a fim de elaborar uma síntese”, afirmou o padre.

A coordenadora regional da Pastoral da Comunicação, Vanessa de Paula, afirmou que o método da conversa espiritual funcionou muito bem e que deveria ser adotado nas paróquias e nas pastorais. “A partilha de grupo deveria ser sempre assim, pois a conversa espiritual gira em torno da oração, da reflexão, da escuta, da caridade de ouvir, olhar e acolher o outro. Esses pequenos gestos fazem muita diferença, pois saímos do automático e chegamos mais próximo do outro por se colocar em oração”, disse ela.  

A coordenadora diocesana do Sínodo dos Bispos na diocese de Campo Mourão, Adaiane Giovanni, avalia a metodologia como necessária. “A conversa espiritual nos coloca no movimento de ouvir a todos. Parar, ouvir e deixar o Espírito se mover. Rezar entre uma troca e outra nos ajuda a discernir sobre qual é o ponto principal. Quais são as agonias e as alegrias que estão colocadas ali. Então leva a um discernimento concreto”, afirmou Adaiane.

Cada grupo entregou à secretaria da Assembleia uma síntese do seu grupo. Dessas 18 sínteses, a secretaria fará uma única síntese, que será apresentada em plenária na manhã do domingo, 24 de setembro.  

Karina de Carvalho – Assessora de Comunicação da CNBB Sul 2
Fotos: Claudemiro Palogan

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