10354183_557530777708987_6433435247726839441_nNeste segundo e último dia de encontro, os mais de  um momento de graça divina. Pouco depois das oito horas, no friozinho da capital paranaense, os participantes do encontro da Vida Consagrada esquentaram o coração com a Eucaristia, fonte da alegria cristã. Dom Jaime Spengler, bispo referencial da Vida Consagrada no Brasil, acompanhou Dom João Braz na presidência, junto a mais de 50 sacerdotes. O cardeal do Vaticano sublinhou a importância de “viver na verdade”, sem falsidade, sem se importar de perder a cara. Lembremo-nos do papa Francisco: “prefiro uma Igreja enlameada, acidentada, do que enferma…” (cf. EG 49)

Frei Clodovis Boff nos deleitou com um testemunho de vida crista enraizado em Jesus Cristo. Frei Clodovis insistiu na volta à espiritualidade do mundo posmoderno, que percebe o vazio do ativismo. Afirmou com entusiasmo que “se não dermos primacia a Cristo Jesus, as igrejas se esvaziarão cada vez mais”. O frei defende ultimamente nas entrevistas que o fundamento da religião cristã é estar ligado (re-ligado) a Deus, e fora disso não tem sentido a vida consagrada. Como os discípulos no monte Tabor, que depois da contemplação de Cristo Glorioso não podem ficar parados e descem com o povo, assim também os religiosos/as são chamados a um encontro íntimo com Jesus Cristo para sair e anunciar ao mundo “a alegria do Evangelho”.

Dom João Braz de Aviz respondeu às numerosas perguntas que a assembleia lhe propôs. O cardeal lembrou que, na noite anterior, mais de 200 religiosos/as participaram de um encontro fraterno que tentou acolher as pessoas que não puderam participar do encontro geral. Sem medo de se queimar, encontrou um ambiente de confiança para falar das feridas da Igreja.

Dom Joao nos lembrou o desejo do papa Francisco de rever o documento “Mutuae Relationes” (1978), para derrubar muitas estruturas caducas da nossa igreja, entre elas a existência de castas (por exemplo, o papa mandou bloquear o título de monsenhor). “Chega de super-cristãos e cristãos minguados!”, exclamou dom Joao.

Encerrando, o cardeal animou as congregações religiosas a assumir o papel vocacional e formativo, sem terceirizar as decisões nos laudos psicológicos. Retomando a carta aos filipenses (Fl 2, 5-11), o cardeal nos exortou, como Paulo, a “terem os mesmos sentimentos de Jesus Cristo”.

Muitos outros testemunhos de religiosos apaixonados por Jesus enriqueceram ainda mais o encontro. Destacamos também a participação da eparquia católica ucraniana, que celebrou a oração do meio dia, assim como o testemunho das filhas da caridade sobre a mártir Bem-aventurada Lindalva Justo de Oliveira.

Durante a tarde, mais uma colocação apaixonada da irmã Marian Ambrosio, até pouco tempo presidente da CRB nacional, intitulada “…e eu me deixei seduzir”.

LITURGIA DIÁRIA

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