1394296_461621833954239_1585315212_nNo fechamento do evento, no final da tarde de ontem (31), aconteceu show de Elba Ramalho

Conteúdo e mensagens dos meios de comunicação foi o tema,  na manhã desta quinta-feira (31), do seminário que encerrou as atividades acadêmicas do 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom), que acontece em Natal (RN) desde o último domingo, dia 27 de outubro.

Os professores da Universidade de São Paulo (USP) Laurindo Lalo Leal Filho e Manuel Carlos Chaparro foram os assessores e como debatedores o seminário contou com a participação dos professores  Miguel Pereira (PUC-Rio) e Arnon Andrade (UFRN).

Lalo apontou que é preciso, antes de analisar o conteúdo da mídia, conhecer a estrutura comunicacional existente no país. “Infelizmente quem pode comunicar é quem montou grandes grupos de comunicação. Esses sim podem expor para a sociedade as suas idéias”. Segundo o professor,  a mesma lógica de acumulação capitalista é empregada nos meios de comunicação.

Nesta mesma linha o professor Arnon Andrade analisa que os meios de comunicação no Brasil estão organizados como negócios, trabalhando no sentido de expandir o mercado de consumo e a difusão de um certo modelo de sociedade, fugindo do status legal dos meios de comunicação.  “Esses meios não produzem programas, produzem públicos para vender aos anunciantes”. Ainda de acordo com Arnon dessa maneira o público nunca vai ter conteúdo adequando e a sociedade será manipulada no sentido do mercado e da política.

O professor Laurindo Lalo Leal Filho  também afirmou que a ao modelo brasileiro soma-se ainda a negligência do Estado para impulsionar meios alternativos de comunicação. “Falta no Brasil alternativas que façam um contraponto aos  grandes meios”.

Outra posição do professor Lalo é de que a sociedade deve questionar o modelo das outorgas concedidas pelo governo Federal. Para ele o objetivo final dos meios de comunicação é elevar a cidadania do povo brasileiro. “Os meios de comunicação são outorgados pelo governo e prestam serviço público, como uma empresa de ônibus presta para a sociedade”.

Lalo também defendeu a Lei dos Meios e entende que isso deverá partir da sociedade. “Já que não temos governantes com a coragem dos presidentes da Argentina, do Equador, da Venezuela, o povo vai fazer isso”.

O professor Arnon Andrade também defendeu a necessidade de um marco regulatório e um conselho diversificado para acompanhar a mídia. “É preciso que a sociedade saiba que ela manda na mídia e não a mídia na sociedade”. De acordo com o professor as emissoras não devem interferir no sentido da informação.

Para  o professor Miguel Pereira o público está submetido a uma ditadura da informação e que isso deve mudar. “É importante que a informação seja construída em conjunto”.

Manuel Carlos Chaparro, professor da USP, outro assessor do seminário, disse que é melhor um mundo onde todos possam falar do que um mundo onde só os jornalistas falem.

* Na foto alguns participantes do Estado do Paraná que estiveram do evento.

 

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