quarta-feira, 28 fevereiro 2024

Testemunho – Unamo-nos ao Papa na oração pela paz

banner-unamosComo estão os cristãos na Síria?

«Com o início das revoltas o medo começou a crescer entre os cristãos por já terem vividos guerras e também por ver entrar nas cidades sírias grupos terroristas armados, declaradamente hostis aos cristãos. Não que antes tudo fosse um mar de rosas, mas o certo é que os cristãos eram respeitados. Em todo caso, ainda que o que acontece na Síria não seja um ataque direto aos cristãos, esse fato os coloca diante do drama da emigração como único caminho para fugir da violência e para assegurar um futuro aos próprios filhos».

Como se vive o dia a dia, sob a ameaça de atentados e bombas?

«Em Alepo os preços subiram ainda mais. Na parte que está sob controle do exército sírio é impossível encontrar pão, porque as estradas que dão acesso aos silos de farinha estão sob controle dos rebeldes. A estrada que liga Alepo, Homs e Damasco é extremamente perigosa. Principalmente na primeira parte realmente arrisca-se a vida. Mas no país inteiro, com exceção do litoral, viajar tornou-se muito problemático. Trajetos que se faziam em três horas agora se fazem até em 36 horas. Dez dias atrás terroristas de Jabat el Nouszra desceram do Crack dos Cavaleiros na direção da zona cristã de Wadi Nazara, eliminaram os soldados de dois postos de controle, entraram na primeira localidade cristã e mataram 18 pessoas na rua principal. Isso levou o terror às famílias, muitas delas já refugiadas de outras partes da Síria».

Existe a esperança de uma solução pacífica ou política do conflito?

«Nas últimas semanas não houve sinais positivos. Pelo contrário, as lutas se intensificaram em vários pontos do país e consequentemente o medo nos civis cresceu. A impressão que eu tive, em Damasco, na semana passada, foi como o ecoar do salmo: “como um cordeiro conduzido ao matadouro”. Nunca como naquele momento entendi a realidade do Cordeiro inocente, que não pode fazer nada diante da morte iminente e injusta. Essa é a realidade do povo, especialmente após a ameaça de ataque por parte dos Estados Unidos: desânimo e desolação. Olhamos nos olhos uns dos outros, como para dizer: “Irão realmente atacar?”».

(Roberto Catalan)

Fonte: www.focolares.org.br

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