quarta-feira, 28 fevereiro 2024

Testemunho – Os enfermeiros tinham dificuldade de achar as veias das crianças africanas

criancaO missionário Metódio ofereceu gratuitamente quatro meses de seu trabalho na construção da casa da missão católica Beato Paulo VI na comunidade de Quebo, no país da Guiné Bissau, na África.

Durante o tempo em que esteve lá, ele pegou malária e foi levado para o hospital. Na verdade, o que eles chamam de hospital é um galpão para onde os doentes são conduzidos. Nesse hospital não existem banheiros, os poucos colchões de espuma existentes estão desgastados e não servem alimentos para os doentes. Pior do que a malária, o que mais fazia Metódio sofrer era ver a dificuldade dos enfermeiros acharem as veias nos bracinhos das crianças africanas, à noite, à luz de tochas, pois o hospital também não tem energia elétrica. O remédio contra a malária é aplicado nas veias.

Antes de seu retorno, Metódio se comprometeu a realizar no Brasil uma campanha envolvendo pessoas amigas para arrecadar dinheiro a fim de instalar painéis solares suficientes para a iluminação e o funcionamento de geladeiras para conservar vacinas. Há poucas semanas ele enviou R$ 15.500,00 (quinze mil e quinhentos reais).

Os missionários brasileiros levaram a notícia para os enfermeiros do hospital e, em seguida, nos escreveram: Pensem na alegria deles. Para eles, isso é o céu aqui na terra. Para nós, é um gesto de misericórdia.