quinta-feira, 22 fevereiro 2024

Testemunho – As lágrimas lavaram meus olhos e meu coração

lagrimasTenho 37 anos e sou casada há 20. Tenho marido e três filhos maravilhosos. Sou feliz com a família que Deus me deu de presente. Em nosso grupo sou animadora. Os encontros da Novena começaram lindos: dedicados à Maria, às mães… mas no terceiro dia, eu fiquei indiferente. Sem ter muito o que falar, fui bem seca. O encontro era dedicado a São José e aos homens que são pais.

Sou fruto de um relacionamento complicado. Minha mãe descobriu que meu pai tinha outra mulher e vários filhos. Nós ficamos sozinhas: a mãe e três meninas. Morávamos numa favela e sofremos muito. Cresci, superei dificuldades, casei, mas guardei muitas mágoas. Um dia, meu pai até me procurou, mas não consegui perdoá-lo.

Naquele terceiro encontro da Novena, fui cortando algumas partes do livrinho; queria que acabasse logo. Pedi a todos, principalmente às crianças, que colocassem os seus pais em intenção a São José para que os protegesse. Mas eu não consegui fazer isso, apenas silenciei. Terminamos o encontro.

Ao chegar em casa ouvi o telefone tocar e corri para atender. Era ele. Perguntou se eu, o marido e as crianças estávamos bem. Respondi que sim. No final, ele me disse: Minha filha, Deus te abençoe. Eu te amo. Em seguida, desligou. No momento, não tive reação, pois ainda não tinha me dado conta do que havia acontecido.

As suas palavras me incomodaram e antes de ir dormir fiquei parada, olhando para o presépio. Senti Deus tocar em mim e me dei conta que Ele me perdoa sempre. Chorei. Percebi que eu não tinha perdoado de coração. Agora, um ano depois, está sendo maravilhoso o relacionamento pai/filha que tenho com ele. Antes eu não conseguia chamá-lo de pai (Selma Alves Pessoa, de Cotia – SP).