A Igreja no Brasil vivenciou, dos dias 10 a 15 de novembro, o seu 5º Congresso Missionário Nacional. O evento teve início na noite de sexta-feira, 10 de novembro, em Manaus (AM), com a missa presidida pelo arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler. 

A organização do congresso contabilizou cerca de 800 participantes, entre os quais: 40 bispos, mais de 120 sacerdotes e centenas de leigos e leigas. Do Regional Sul 2 da CNBB, Paraná, participaram 33 pessoas, entre elas, o bispo de Paranavaí (PR) e referencial para a ação missionária, dom Mário Spaki, e o coordenador do Conselho Missionário Regional (COMIRE), José Donizete Duarte. No início do evento, todos foram acolhidos pelo arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner.  

Missionários e missionárias 

Em sua homilia na missa de abertura, dom Jaime Spengler refletiu sobre a passagem do Evangelho e fez referências ao tema “Ide! Da Igreja local aos confins do mundo” e ao lema “Corações ardentes, pés a caminho”. Para ele, os batizados sãos enviados para anunciar o Evangelho a todos. “O ser discípulos de Jesus nos torna missionários e missionárias”, insistiu. 

Segundo o arcebispo, “quando o coração arde, os pés ganham asas, o amor por Cristo consome quem se sente tocado, atingido, amado, que decide formar outros”. Ele enfatizou que a Igreja não vende um produto, mas têm uma vida divina para anunciar, testemunhando a Jesus “que nos amou primeiro”. 

Mensagem do Papa 

Durante a celebração, foi lida a mensagem do Papa Francisco enviada para o Congresso Missionário. O pontífice desejou que as Igrejas locais do “imenso Brasil, com o coração ardente pela paixão de evangelizar, ponham os pés a caminho, proclamando alegremente a todos os povos o Cristo Ressuscitado”. E pediu que não deixem “esmorecer o ardor” experimentado durante o evento. 

O Papa também saudou as dioceses brasileiras que assumem o mandato missionário com a missão além-fronteiras. “Quantos belos testemunhos de missionários e missionárias que, partindo dessa querida nação, anunciam a Boa nova em outros países, em outras culturas!”. 

Francisco recordou, de forma especial a Amazônia, sempre presente em suas orações e em seu coração. “A fé cristã chegou a essas terras como fruto do ardor missionário de homens e mulheres destemidos”. Leia a mensagem na íntegra

Atividades 

Entre as principais atividades de cada dia estavam os painéis temáticos, momentos de aprofundamento das temáticas missionárias. Os participantes também experimentaram a acolhida nas paróquias e nas famílias de Manaus, catequeses com os bispos e atrações culturais. 

No domingo, 12, foi realizada a Romaria dos Mártires da Amazônia, que contou com a participação das comunidades, áreas missionárias e paróquias da arquidiocese de Manaus. O momento recordou quem assumiu as consequências da profecia, sendo um momento para agradecer a Deus por seu compromisso missionário. 

A missa da Romaria foi celebrada no mesmo local onde São João Paulo II celebrou a missa, em sua visita a Manaus, em 1980. Presidiu a Eucaristia o bispo de Rondonópolis-Guiratinga (MT) e presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Maurício da Silva Jardim. Refletindo sobre as leituras apresentadas na Liturgia, ele salientou que “nossas sedes não se reduzem à sede de água e de coisas materiais, mas temos sede de infinito, de transcendência, de interioridade, de beleza”. Uma sede, que citando o cardeal Tolentino, “mostra-se no desejo de ser amado, olhado, cuidado e reconhecido”, que afirma que “a dor de nossa sede é a dor de nossa vulnerabilidade”. 

O 5º Congresso Missionário Nacional foi encerrado com Celebração Eucarística de Envio Missionário e ordenação episcopal do novo bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus (AM), Monsenhor Zenildo Lima, e foi presidida pelo Cardeal Leonardo Steiner.  

Testemunhos do Paraná 

Participantes do Paraná

Dom Mário Spaki afirmou que a participação no Congresso vai ajudar a alavancar, em todo Paraná, uma missão que envolva desde as crianças da Infância e Adolescência Missionária (IAM), até os Conselhos missionários paroquiais, diocesanos, provinciais e regional, fazendo com que todas as dioceses, com seus leigos e o clero, cada vez mais, abracem, se abram e impulsionem a missão. 

“Observamos que há um crescente na ação missionária do Brasil. Estamos cada vez mais avançando na dimensão missionária, rumo a uma missão em todas as suas instancias. Quando a gente fala em confins do mundo, esses confins podem estar na própria igreja local, depende de ponto de vista de onde se olha. Percebo que o está avançando também na missão Ad Gentes. Hoje, nos quatro estados do Sul, temos missão fora e isso é um avanço considerável e muito importante. Nesse Congresso, as conferências foram muito profundas, abrindo horizonte, mostrando que a missão é paradigmática, pois precisa ocorrer em todos os setores, pastorais, movimentos, serviços da Igreja. Não é possível mais uma Igreja autorreferencial”, disse dom Mário.  

Para José Donizeti, o Congresso trouxe um novo impulso missionário. “Fomos motivados a sair do comodismo e avançar para águas mais profundas. Os temas abordados, como o Plano Missionário Nacional é de suma importância para todas as dioceses. Além disso, foi possível testemunhar o ardor missionário presente na realizada da Amazônia, com seus bispos, padres e leigos”, disse ele.  

Para o leigo da arquidiocese de Curitiba, Odaril José da Rosa, participar do Congresso foi uma grande riqueza. “Especialmente pela diversidade cultural que a gente pôde presenciar aqui em Manaus. Eu participei também da semana missionaria, fiz missões em uma aldeia indígena e foi uma experiência muito rica. Os conteúdos das conferências também foram muito produtivos para podermos trabalhar e apontar caminhos em nossos regionais, sobretudo no trabalho da missão Ad Gentes.  

Com informações do site das Pontifícias Obras Missionárias

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